segunda-feira, agosto 27, 2007

LOUCOS E SANTOS

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


de Oscar Wilde


Magnifico, não há nada tão parecido com o valor que eu dou à amizade...

domingo, agosto 05, 2007

PERDIDO...


Perdido...
Perdido na rua
Não sei onde estou
Espelho-me na lua
Não sei quem sou
Pergunto ao céu
quem sou eu?
nada ouvi...
nada senti....


Perdido na solidão
Sem norte, sem sentido
Diz-me... pobre coração
Morrer sem ter vivido
Sonhar sem ter dormido
Estou perdido...
Perdido...

quinta-feira, agosto 02, 2007

UMA CARTA

Uma carta,
Uma simples carta
Uma historia p'ra contar
Uma carta,
Uma simples carta
Uma vida a desvendar

São alegrias, tristezas, ilusões
São amores, ódios e paixões
É tudo o que ela nos dá
Um sorriso, uma lágrima de manhã

Num simples papel
tantas histórias
pedaços devida
navegam memórias
Sentimentos selados
Momentos guardados

Numa carta,
Uma simples carta.......

De Filipe Santos

quarta-feira, agosto 01, 2007

Sou Marinheiro



Sou Marinheiro
Perdido neste mar
Aventureiro
Amargo pesar
Navego à procura
Do quê não sei
Triste, vida dura
Que sempre viverei


Mar que me atordoa
de azul profundo
dor que não me doa
Neste triste mundo
Ó mar salgado
que temperas minhas lágrimas
lavas o Pecado
a dor e todas as mágoas


De Filipe Santos