quinta-feira, julho 08, 2010

Mais uma vez...



















Por vezes na nossa vida
perdemos o sentido das coisas
não ouvimos, não falamos
esquecemos os valores: o amor, a amizade
andamos cegos, na escuridão
Somos tão idiotas!!!
Bastava respirar fundo
abrir os olhos para vermos o que nos faz falta
para encontrarmos quem nos faz falta
o nosso equilibrio, a nossa força... a nossa vida.
Existem 2 opções na vida:
Desistir ou lutar
eu quero continuar a ser um lutador...

De Filipe Santos



sábado, junho 05, 2010

Mais uma vez... desistir




















Mais uma vez desesperado
pelo fim desta historia
por este enredo doentio
por esta teimosa memória
injusta, cruel esta vida
que me tem marcado
comigo sempre enraivecida
que me tem derrotado
e não se dá por vencida
Menospreza-me
mata-me
sufoca-me
faz de mim cão vadio
perdido , desorientado
faz de mim homem frio
morto-vivo, acorrentado
não me lembro de ter feito tanta maldade
não me lembro de esse mal merecer
então porquê tanto castigo na verdade
se eu pretendo só feliz viver
De certo erros cometi
e muitos mais irei cometer
tudo aquilo que ja vivi
não se repita no que falta viver
porque se assim for... desistirei
porque o cansaço tem sido muito pesado
ja me faltam as "forças"...terminarei
esta vida de um homem só e mal-amado

De Filipe Santos

quarta-feira, maio 05, 2010

Mais Uma Vez...


O essencial é invisível para os olhos...


(...)

- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! perdão, disse o principezinho. Mas, depois de ter reflectido, acrescentou:
- Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os Homens, disse o principezinho. Que significa “cativar”?
- Os Homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. Para ti, não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no Mundo. Serei única no Mundo para ti.(...)
Mas voltou à mesma ideia:
- Levo uma vida monótona. Eu caço galinhas e os Homens caçam-me a mim. Todas as galinhas são iguais e todos os Homens são iguais. Por isso me aborreço um pouco. Mas, se tu me cativares, será como se o Sol iluminasse a minha vida. Distinguirei de todos os passos, um novo ruído de passos. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus hão-de atrair-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Vês lá adiante os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E é triste. Mas os teus cabelos são cor de oiro. Por isso, quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso. Como o trigo é doirado, fará lembrar-me de ti.
A raposa calou-se e olhou por muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer outras coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os Homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os Homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer? disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência, respondeu a raposa. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...(...)

Assim o principezinho cativou a raposa.

Mas, quando se aproximou a hora da despedida…

- Ai! - suspirou a raposa - ai que me vou por a chorar…

- A culpa é tua - disse o principezinho - eu não te desejava mal nenhum, mas tu pedis-te para eu te cativar…

- Pois pedi - disse a raposa

- Mas agora vais por-te a chorar! – disse o principezinho

- Pois vou - disse a raposa.

- Então, não ganhas-te nada com isso!

- Ganhei, sim senhor! – disse a raposa – por causa da cor dos campos de trigo

(…)

Depois voltou para o pé da raposa e despediu-se :

- Adeus…

- Adeus – despediu-se a raposa - e agora vou contar-te o tal segredo. É um segredo muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho para nunca mais se esquecer

( excerto de " O Principezinho" )



quinta-feira, abril 15, 2010

Mais uma Vez...


Por vezes quando menos esperamos
recebemos
Por vezes quando nós paramos
vivemos
e foi mais uma vez assim,
ao parar para pensar
que decidimos o fim
deste enorme pesar
e recomeçar...

Chega de lamúrias
penúrias
Chega de depressões
más decisões
chega de tristezas
ditas molezas
más opiniões
e fraquezas
quero virar o mundo do avesso
quero abrir um novo caminho
quero sentir a estrada que atravesso
e sentir novamente o carinho
ter toda a emoção
de um novo sentimento
ter toda a paixão
de um momento
quero viver novamente
uma vida real sem fantasia
uma verdade sentida
e estar eternamente
de braço dado com a alegria...
e ter uma nova vida.






terça-feira, abril 13, 2010

Mais uma vez... Sinto-me...

Olho-me ao espelho e odeio o que vejo 
alguem perdido, sem rumo, frio 
sinto-me mal, sujo, usado 
sinto-me um homem sem desejo 
sem vaidade, sem brio 
sinto-me só e cansado 
luto todos os dias pela vida 
por esta vida dura e cruel 
minha alma perdida 
sem sabor sem mel 
Sinto falta de uma luz 
do suave tocar do vento 
duma melodia que me seduz 
da magia de um momento 
quero do silêncio ouvir algo que me faça feliz 
quero novamente sorrir caminhar, sem curvar a cerviz 
espero pelo vento da mudança 
de encontrar aquilo que tanto procuro 
alguem que me traga esperança 
de uma nova visão e de um futuro

domingo, março 21, 2010

Mais uma vez... Este frio...

Esta chuva que teima em ficar 
Este frio, que nos rói 
 e que permanece
Esta noite sem luar 
escuridão que destrói 
e que nunca amanhece 
tudo cai, tudo desaba 
e tudo desaparece 
só a tristeza não acaba 
porque nada se esquece
chega de chorar, sofrer
chega de gritar, do não querer 
acaba, já com esta sina
com esta "merda" de vida 
que nunca te fascina 
que te domina 
que te assassina 
que te deixa preso 
acorrentado 
de coração teso 
ensanguentado 
tudo te faz desistir 
o teu "Ser" amordaçado 
não adianta fugir 
o destino está traçado 
quem espera desespera
e eu estou desesperado 
nesta maldita quimera 
que me deixa cansado 
sem vontade de viver 
sem vontade de sorrir 
com vontade de partir 
com vontade de morrer 
esta chuva que teima em ficar 
este frio que rói e me destrói... 

 de Filipe Santos

segunda-feira, março 01, 2010

Mais uma vez... acordei


Tenho andado desorientado, triste e até confuso...
Tenho pensado em muita coisa má, pensamentos negativos... parece que tudo corre mal na minha vida. Penso não ter tido sorte e que sou o único a passar por estes maus momentos...
Mas ontem acordei deste pesadelo (pelo menos por uns momentos!!!)... numa noite como outras alguem muito especial mete as suas pequenas mãos na minha cara e pergunta:
"Papá sabes uma coisa?"..."não!"... "gosto muito de ti papá... amo-te muito!"... estas palavras fizeram-me sentir o homem mais sortudo do mundo, o homem mais feliz do mundo... ainda não tinha reflectido que afinal não sou assim tão azarado, afinal tinha muita sorte e tinha de facto a felicidade que há muito tempo eu digo que não existe...
Ando por aqui a lamentar-me, a chorar pelos cantos a minha vida, o meu azar e esqueço-me que afinal não é tudo negro, não é tudo um buraco sem fundo, afinal a minha felicidade chama-se: André Filipe... o meu Dédé...

Amo-te muito meu filho lindo e obrigado pela tua dádiva...