Alguem escreveu o seguinte:
"Aqueles que preferem a sensatez e fogem da loucura são incapazes de sentir o amor verdadeiro"... para além de ser uma frase escrita, porque esse alguém nunca teve a capacidade de transmitir seus sentimentos pelas suas proprias palavras tenho a dizer-lhe o seguinte:
O amor por um filho não se trata de sensatez, trata-se apenas de amor e amor verdadeiro sem ser preciso recorrer à loucura... Abandonar o filho por uma loucura é somente isso...loucura... e para esses "loucos" só existe um caminho e tenho a certeza que o irá descobrir, mais tarde ou mais cedo...
Se a sensatez é não deixar o filho ou mesmo o companheiro morrer à fome, se a sensatez é encarar a vida com coragem, assumindo as suas responsabilidades de cabeça erguida tendo a plena consciencia dos seus actos,se a sensatez é ser verdadeiro, humilde e sobretudo "adulto" então prefiro a sensatez do que essa loucura a que quer chamar de amor verdadeiro... não posso acreditar,nem devo acreditar num amor baseado em mentira e sobretudo baseado no sofrimento de terceiros, que passam dificuldades para que consigam "limpar" a loucura e os devaneios de uma mulher pobre de sentimentos, pobre de espirito e sobretudo miserável de valores...
Um dia quando acordar dessa loucura será tarde demais... sinceramente espero que alguém tenha pena de ti, tenha compaixão por ti... espero que essa pessoa seja o filho que um dia abandonaste... para que tenha, aí sim coragem e a sensatez de pedir perdão por todo mal causado... pobre daqueles que vivem de ilusões...
Escrevo este texto como desabafo, como libertação de uma mágoa enorme, não pelo facto de eu ter sido abandonado, porque como ja digo há muito tempo, nada acontece por acaso, mas sim pelo facto de o meu filho ter tido a infelicidade de ter a mae que tem...
quarta-feira, janeiro 20, 2010
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Mais uma Vez... vontade
Tenho vontade de gritar
tenho vontade de amar
de ser suave como vento
agora neste momento
sentir o que sinto
na verdade, eu minto
porque, na realidade
não tenho vontade
não tenho nada, nada
sou uma estrada
sem norte
sem sentido
vida amargurada
onde o forte
apenas é o vencido
vontade...
vontade...
tenho..., na verdade
que a vida seja um segundo
que seja apenas um momento
neste pobre, rude mundo
Vontade, apenas lamento
que a minha ânsia, minha vontade
não se torne,de uma vez por todas, realidade
De Filipe Santos
tenho vontade de amar
de ser suave como vento
agora neste momento
sentir o que sinto
na verdade, eu minto
porque, na realidade
não tenho vontade
não tenho nada, nada
sou uma estrada
sem norte
sem sentido
vida amargurada
onde o forte
apenas é o vencido
vontade...
vontade...
tenho..., na verdade
que a vida seja um segundo
que seja apenas um momento
neste pobre, rude mundo
Vontade, apenas lamento
que a minha ânsia, minha vontade
não se torne,de uma vez por todas, realidade
De Filipe Santos
sábado, janeiro 02, 2010
Mais Uma Vez... Eu sei
Eu sei... que a vida é feita de momentos
Sejam eles bons, maus, tristes ou risonhos
Eu Sei... que a vida é feita de sentimentos
de medrosos pesadelos e maravilhosos sonhos
Eu sei... que um dia vai terminar
Eu sei... que um dia não vou acordar
Eu sei... que não verei o amanhecer
Eu sei... que um dia irei morrer
Mas também sei que um dia alguem irá se lembrar
que existiu alguém que nunca se cansou de amar
Eu sei... que neste constante tropeçar
nestes altos e baixos constantes
uma certeza, uma verdade permanecerá
o que recebemos devemos dar
para que haja sempre o amanhã
De Filipe Santos
Sejam eles bons, maus, tristes ou risonhos
Eu Sei... que a vida é feita de sentimentos
de medrosos pesadelos e maravilhosos sonhos
Eu sei... que um dia vai terminar
Eu sei... que um dia não vou acordar
Eu sei... que não verei o amanhecer
Eu sei... que um dia irei morrer
Mas também sei que um dia alguem irá se lembrar
que existiu alguém que nunca se cansou de amar
Eu sei... que neste constante tropeçar
nestes altos e baixos constantes
uma certeza, uma verdade permanecerá
o que recebemos devemos dar
para que haja sempre o amanhã
De Filipe Santos
quarta-feira, dezembro 02, 2009
mais uma vez... se...
"Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz
Mas é preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo são dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se,
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planicies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
E sentir-lhe um paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz
Mas é preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo são dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se,
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planicies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja..."
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
segunda-feira, novembro 30, 2009
Mais uma vez...
gostaria de ser cavaleiro andante
fugir de caminhos frios, obscuros
ou então ser um pintor errante
que pinta sentimentos tristes e duros
por vezes ser pintor de ilusões
colorir minhas mágoas e desventuras
ou talvez ser cantor de emoções
cantar amor, odio, alegria e amarguras
talvez seja melhor assim
ser como sou
esperar pelo fim
onde estou, onde vou...
fugir de caminhos frios, obscuros
ou então ser um pintor errante
que pinta sentimentos tristes e duros
por vezes ser pintor de ilusões
colorir minhas mágoas e desventuras
ou talvez ser cantor de emoções
cantar amor, odio, alegria e amarguras
talvez seja melhor assim
ser como sou
esperar pelo fim
onde estou, onde vou...
sábado, agosto 01, 2009
Mais uma vez ... Teatro
Mais uma vez...
Ja fazia algum tempo que não publicava nada...
Tem sido um ano muito dificil... um ano de azar, um ano trabalhoso e sobretudo cansativo e tudo o que prometia no ultimo post nada se concretiza...
Nasci para ter azar, talvez seja isso. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, acho que quando chegar a bonança ja não terei saúde para a gozar.
No entanto aconteceu algo de bom, o projecto de teatro a que pertenço ganhou um premio de reconhecimento, ganhou um encontro de teatro amador - O Festeatro 2009, na vertente Revista à Portuguesa. A minha dívida para com o Sr. José Guimarães vai diminuindo, mas ainda é muito grande a divida de gratidão que tenho para com ele. Acredito que ele hoje está feliz.
Este projecto de teatro foi muito cansativo, primeiro porque não existiram, nunca, condições logisticas e infraestruturais para o fazer. O relacionamento e as apostas em recursos humanos foi uma tarefa árdua, dificil onde a falta de amor-proprio, a falta de acreditar na própria pessoa é uma realidade, então ter que liderar esse grupo de jovens quando a nossa auto-estima anda muito por baixo é quase impossivel. Mas o que é certo é que se fez "milagres" e conseguiu-se fazer a tão esperada revista, com pés e cabeça e com muita alegria e boa disposição. No inicio não acreditavam que era possivel colocar "miúdos" a dançar em tão pouco tempo, principalmente porque os mesmos nunca tinham dançado, depois foi a história das coreografias em que se teve que mudar quase tudo, porque não eram bailarinos e sobretudo porque estavam muito desactualizadas. Foi dificil mas enriquecedor esta experiência como actor e como director de corpo de baile de um grupo cénico. E para compensar nada melhor do que o premio de melhor revista de um encontro de teatro amador. Ficamos todos de parabens, pela dedicação, sacrificio, paciência (muita paciência!!!!) e por vezes muita injustiça nas avaliações de caracter e personalidade.
Pela primeira vez entrei num encontro de teatro e pela primeira vez estive, ao mesmo tempo, como actor/bailarino numa revista e como autor parcial de outra revista. Foram duas experiências excelentes e que nunca me dividiram, qualquer uma que ganhasse era uma alegria para mim, até porque na Revista Rua Direita o prémio já tinha sido conseguido ter chegado ao Encontro de Teatro foi uma vitória enorme, devido às dificuldades anunciadas anteriormente e na Revista "É tudo Revista" tendo lá algum trabalho meu era algo que me iria valorizar em termos pessoais.
Os meus parabens especiais ao Zé de Gaia e à Vira por insistirem e nunca terem desistido do projecto.
Aqui fica um video que de certeza que irão gostar... vou postando mais videos que fizeram desta revista tão especial...
Ja fazia algum tempo que não publicava nada...
Tem sido um ano muito dificil... um ano de azar, um ano trabalhoso e sobretudo cansativo e tudo o que prometia no ultimo post nada se concretiza...
Nasci para ter azar, talvez seja isso. Dizem que depois da tempestade vem a bonança, acho que quando chegar a bonança ja não terei saúde para a gozar.
No entanto aconteceu algo de bom, o projecto de teatro a que pertenço ganhou um premio de reconhecimento, ganhou um encontro de teatro amador - O Festeatro 2009, na vertente Revista à Portuguesa. A minha dívida para com o Sr. José Guimarães vai diminuindo, mas ainda é muito grande a divida de gratidão que tenho para com ele. Acredito que ele hoje está feliz.
Este projecto de teatro foi muito cansativo, primeiro porque não existiram, nunca, condições logisticas e infraestruturais para o fazer. O relacionamento e as apostas em recursos humanos foi uma tarefa árdua, dificil onde a falta de amor-proprio, a falta de acreditar na própria pessoa é uma realidade, então ter que liderar esse grupo de jovens quando a nossa auto-estima anda muito por baixo é quase impossivel. Mas o que é certo é que se fez "milagres" e conseguiu-se fazer a tão esperada revista, com pés e cabeça e com muita alegria e boa disposição. No inicio não acreditavam que era possivel colocar "miúdos" a dançar em tão pouco tempo, principalmente porque os mesmos nunca tinham dançado, depois foi a história das coreografias em que se teve que mudar quase tudo, porque não eram bailarinos e sobretudo porque estavam muito desactualizadas. Foi dificil mas enriquecedor esta experiência como actor e como director de corpo de baile de um grupo cénico. E para compensar nada melhor do que o premio de melhor revista de um encontro de teatro amador. Ficamos todos de parabens, pela dedicação, sacrificio, paciência (muita paciência!!!!) e por vezes muita injustiça nas avaliações de caracter e personalidade.
Pela primeira vez entrei num encontro de teatro e pela primeira vez estive, ao mesmo tempo, como actor/bailarino numa revista e como autor parcial de outra revista. Foram duas experiências excelentes e que nunca me dividiram, qualquer uma que ganhasse era uma alegria para mim, até porque na Revista Rua Direita o prémio já tinha sido conseguido ter chegado ao Encontro de Teatro foi uma vitória enorme, devido às dificuldades anunciadas anteriormente e na Revista "É tudo Revista" tendo lá algum trabalho meu era algo que me iria valorizar em termos pessoais.
Os meus parabens especiais ao Zé de Gaia e à Vira por insistirem e nunca terem desistido do projecto.
Aqui fica um video que de certeza que irão gostar... vou postando mais videos que fizeram desta revista tão especial...
domingo, dezembro 21, 2008
Mais uma vez...

Sigo o meu caminho, caminho cada vez mais dificil, poucos momentos altos, muitos momentos baixos...
Por este caminho vou cruzando com pessoas, com vidas, atitudes, comportamentos, sentimentos... e cada vez mais sinto-me indiferente, sinto que ao longo dos anos vou ficando frio, seco, sem tempo para dar, sem tempo para receber... as lagrimas ja fazem parte do passado, os olhos secaram... sinto-me diferente...
O desejo de afastar-me é enorme, afastar-me de tudo o que me ama e que eu amo, sinto-me muitas vezes rejeitado e poucas vezes desejado, sinto-me lixo e lixeira, sinto-me perdido na multidão e na pasmaceira... vejo o tempo a passar e sinto-me cansado...
Talvez seja isso cansaço, que me deixa sem tempo, que me deixa frio, seco...
O ruido incomoda-me, as vozes incomodam-me, o chorar, o rir, o respirar... tudo me incomoda... talvez não esteja perdido mas louco...
Mais uma vez... um ano que termina e mais uma vez... o desejo que tudo vire ao contrario... quero estar presente, quero rir, quero chorar,sentir as lágrimas salgadas, quero dar, quero receber, quer desejar e ser desejado, quero fazer, quero construir e sobretudo quero amar mais quem amo, quero partilhar mais com quem partilho e quero dar o que ainda tenho para dar...
Filipe Santos
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