sábado, junho 14, 2014

Vó Esmeralda "Olhos verde água"

Esmeralda, olhos verde água
Em ti vejo Mãe coragem
Tristeza, enorme mágoa
De te ver partir nessa viagem
Sem recado, sem nada
A saudade é madrasta
A angústia me arrasta
Nesta tua partida indesejada




Esmeralda, olhos verde água
Seria egoísta em te pedir
Que não me deixasses só
Vou ter saudades do teu sorrir
Do teu olhar triste, mas sincero
Do teu carinho, dos mimos da Vó
Regressem esses momentos, eu quero
No tocar suave do vento
No frio de uma chuva gelada
No calor de um dia solarengo
Num beijo de uma criança adorada




Esmeralda, olhos verde água
Minha mãe, minha amada
De ti muito recebi e pouco te dei
De ti veio a minha força, meu amor
De ti veio a coragem que herdei
Para enfrentar esta enorme dor
Amo-te a amar-te-ei eternamente
E um dia estarei feliz quando a teu lado
No teu colo abençoado
Descansar para todo o sempre
Sem tristeza sem mágoa
Esmeralda, olhos verde água






quinta-feira, julho 15, 2010

Mais uma vez... teu olhar




Se a tua boca dissesse o que os teus olhos transmitem
eu seria feliz por um momento...
mas estás longe, distante
as palavras fogem como o vento
o tempo passa, errante
em sentido inverso, tormento...
Os teus olhos dizem que sim
São verdadeiros, choram por dentro
como se o mundo chegasse ao fim
e a tua boca não tivesse tempo
de dizer o teu verdadeiro sentimento.
O teu olhar assusta... arrepia...
nele vejo um adeus, triste, sem recado
dor imensa, mágoa, uma agonia
por um dia me teres amado...e não lutado
afinal não fugi...fui abandonado
No teu olhar, ja não sou passado
Sou presente, talvez... futuro amaldiçoado
A lógica não responde às dúvidas da vida
Eu deveria ser uma lembrança, memória esquecida...
No entanto compreendo que o melhor é esquecer
porque assim não se faz alguém sofrer
É isto que vejo no teu olhar
Não sei se é tudo errado
Se é tudo minha imaginação
de tudo isto, da tua boca espero um... não
porque só assim vou compreender
a Razão...do não acontecer...

de Filipe Santos






quinta-feira, julho 08, 2010

Mais uma vez...



















Por vezes na nossa vida
perdemos o sentido das coisas
não ouvimos, não falamos
esquecemos os valores: o amor, a amizade
andamos cegos, na escuridão
Somos tão idiotas!!!
Bastava respirar fundo
abrir os olhos para vermos o que nos faz falta
para encontrarmos quem nos faz falta
o nosso equilibrio, a nossa força... a nossa vida.
Existem 2 opções na vida:
Desistir ou lutar
eu quero continuar a ser um lutador...

De Filipe Santos



sábado, junho 05, 2010

Mais uma vez... desistir




















Mais uma vez desesperado
pelo fim desta historia
por este enredo doentio
por esta teimosa memória
injusta, cruel esta vida
que me tem marcado
comigo sempre enraivecida
que me tem derrotado
e não se dá por vencida
Menospreza-me
mata-me
sufoca-me
faz de mim cão vadio
perdido , desorientado
faz de mim homem frio
morto-vivo, acorrentado
não me lembro de ter feito tanta maldade
não me lembro de esse mal merecer
então porquê tanto castigo na verdade
se eu pretendo só feliz viver
De certo erros cometi
e muitos mais irei cometer
tudo aquilo que ja vivi
não se repita no que falta viver
porque se assim for... desistirei
porque o cansaço tem sido muito pesado
ja me faltam as "forças"...terminarei
esta vida de um homem só e mal-amado

De Filipe Santos

quarta-feira, maio 05, 2010

Mais Uma Vez...


O essencial é invisível para os olhos...


(...)

- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! perdão, disse o principezinho. Mas, depois de ter reflectido, acrescentou:
- Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os Homens, disse o principezinho. Que significa “cativar”?
- Os Homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. Para ti, não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no Mundo. Serei única no Mundo para ti.(...)
Mas voltou à mesma ideia:
- Levo uma vida monótona. Eu caço galinhas e os Homens caçam-me a mim. Todas as galinhas são iguais e todos os Homens são iguais. Por isso me aborreço um pouco. Mas, se tu me cativares, será como se o Sol iluminasse a minha vida. Distinguirei de todos os passos, um novo ruído de passos. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus hão-de atrair-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Vês lá adiante os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E é triste. Mas os teus cabelos são cor de oiro. Por isso, quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso. Como o trigo é doirado, fará lembrar-me de ti.
A raposa calou-se e olhou por muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer outras coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os Homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os Homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer? disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência, respondeu a raposa. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...(...)

Assim o principezinho cativou a raposa.

Mas, quando se aproximou a hora da despedida…

- Ai! - suspirou a raposa - ai que me vou por a chorar…

- A culpa é tua - disse o principezinho - eu não te desejava mal nenhum, mas tu pedis-te para eu te cativar…

- Pois pedi - disse a raposa

- Mas agora vais por-te a chorar! – disse o principezinho

- Pois vou - disse a raposa.

- Então, não ganhas-te nada com isso!

- Ganhei, sim senhor! – disse a raposa – por causa da cor dos campos de trigo

(…)

Depois voltou para o pé da raposa e despediu-se :

- Adeus…

- Adeus – despediu-se a raposa - e agora vou contar-te o tal segredo. É um segredo muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho para nunca mais se esquecer

( excerto de " O Principezinho" )



quinta-feira, abril 15, 2010

Mais uma Vez...


Por vezes quando menos esperamos
recebemos
Por vezes quando nós paramos
vivemos
e foi mais uma vez assim,
ao parar para pensar
que decidimos o fim
deste enorme pesar
e recomeçar...

Chega de lamúrias
penúrias
Chega de depressões
más decisões
chega de tristezas
ditas molezas
más opiniões
e fraquezas
quero virar o mundo do avesso
quero abrir um novo caminho
quero sentir a estrada que atravesso
e sentir novamente o carinho
ter toda a emoção
de um novo sentimento
ter toda a paixão
de um momento
quero viver novamente
uma vida real sem fantasia
uma verdade sentida
e estar eternamente
de braço dado com a alegria...
e ter uma nova vida.






terça-feira, abril 13, 2010

Mais uma vez... Sinto-me...

Olho-me ao espelho e odeio o que vejo 
alguem perdido, sem rumo, frio 
sinto-me mal, sujo, usado 
sinto-me um homem sem desejo 
sem vaidade, sem brio 
sinto-me só e cansado 
luto todos os dias pela vida 
por esta vida dura e cruel 
minha alma perdida 
sem sabor sem mel 
Sinto falta de uma luz 
do suave tocar do vento 
duma melodia que me seduz 
da magia de um momento 
quero do silêncio ouvir algo que me faça feliz 
quero novamente sorrir caminhar, sem curvar a cerviz 
espero pelo vento da mudança 
de encontrar aquilo que tanto procuro 
alguem que me traga esperança 
de uma nova visão e de um futuro