quarta-feira, dezembro 09, 2020

Mais uma vez... 9 de dezembro

Teu corpo já partiu

Mas ainda estás tão cá 

Quando meu mundo ruiu

Com a tua partida

Naquela manhã 

Não foi um adeus

Foi um... Até já

Nunca imaginaria

Que aquele cheiro a cozinhado

Que da tua roupa saía 

E me deixava incomodado

Por minha tontice inocente

Por me "armar" em menino enjoado

Me faz tanta falta no meu presente

E me faz sonhar acordado

Tenho tantas saudades do teu amor

Do teu amor infinito, incondicional

Das tuas mãos marcadas de dor

Que de mim afastaram o mal

Tantas saudades de te ouvir, logo de manhã a chamar:

Filipiiii!!! Está na hora de acordar... 

Tens de ir estudar... 

Tens de ir trabalhar... 

Tens de te ir casar... 

Esse teu triste verde olhar 

Marcado por todo teu sofrimento vivido

É espelhado no nosso verde frio mar

E nunca por mim será esquecido


Amo-te 


De Filipe Santos



sábado, junho 27, 2020

Mais uma vez...

Mais uma vez...








A primeira vez que te tive no meu colo
que te olhei e nos meus braços te senti
despertei para a vida no teu consolo
e na tua Paz me perdi
nesse dia fui eu que renasci...
33 anos farias tu minha princesa
e não tiveste tempo para viver
num instante partiste e ficou a incerteza.
Esta vida é injusta, um constante perder
Tudo mudou, eu mudei
marcaste minha luta, minha vida
todos os passos que dei
muitos carregados de dúvida
estavas na minha mente,
presente...
eu sei...
Era eu uma criança
quando te vi
e num instante um adulto
quando te perdi
Tão novo e já questionava a vida
e esse Deus que todos dizem bondoso
mas que te levou ainda bebé, sem despedida
deixou-me num estado doloroso
Não se sabe se a tua vida seria perfeita
se seria uma vida feliz
Até poderia ser imperfeita...
até poderia ser infeliz...
Mas seria vida...
Estarias aqui...
Me tornarias novamente uma criança
aquela que se perdeu
que não viveu a verdadeira infância
que perdeu a esperança 
e que deixou de Acreditar
As lágrimas que hoje me caiem
de saudade do teu perfeito sorriso
são as mesmas que sobressaem
dos meus olhos ao verem dos meus filhos o riso
Porque eles têm muito de ti...
Mais um ano que te perdi
Mais um ano que renasci
Mais um novo Amanhã
Sempre teu...
Minha Irmã

segunda-feira, abril 27, 2020

Mais uma vez... Abandonada





Sozinha desce a rua
sem esperança no olhar
de sentimento vai nua
só com vontade de chorar

Com o filho...
vai de mão dada
segue,
receosa, seu dia-a-dia
tudo é difícil,
foi abandonada
por quem realmente não a merecia

Tem a tentação,
(injustificada)
de perdoar quem lhe fez tal maldade
fazendo de si
a única culpada


é inocência inaceitável,
intolerada.

Perdeu a vontade de amar
já não acredita no amor
só deseja
de uma vez acabar
seu sofrimento, sua dor

porque foi enganada...
porque foi maltratada...
Porque foi... Abandonada.



De Filipe Santos

(imagem de autor desconhecido, fonte internet)


segunda-feira, abril 06, 2020

Mais uma vez... a chuva cai lá fora






A chuva cai lá fora
e eu aqui
O vento sopra agora
e eu aqui

Nestas quatro paredes fechado
à espera que tudo acabe
para sentir a chuva na cara, 
desesperado
antes que este Mundo desabe.

A chuva cai lá fora
e eu aqui
O vento sopra agora
e eu aqui

A chuva continua a cair
Assim,
livremente
e o vento agora parece sorrir
pelo meu olhar dormente

A chuva cai lá fora
e eu aqui
O vento sopra agora
e eu aqui

Lá fora um enorme vazio
um verdadeiro deserto
um mar sombrio, frio
um futuro incerto.


A chuva agora parou
e o silêncio permanecerá
o vento agora gelou
porque não se sabe o Amanhã

Chora-se por quem partiu
Indefesos,
sem deixar recado
A Humanidade sucumbiu
A este triste, desconhecido Fado.



de Filipe Santos

Imagem de autor desconhecido. Fonte (internet)

segunda-feira, março 30, 2020

Mais uma vez... falta de inspiração


Hoje,
parei...
decidi escrever
mas,
hesitei...
por não saber
o que dizer
o que expressar
De caneta na mão
não parei de pensar
ouvi meu coração
e o seu palpitar
me fez duvidar
se voltarei a parar
Para não ficar indeciso
pousei eu a caneta
naquele momento,
bem preciso
Guardei-a na gaveta
desisti de ser poeta.

De Filipe Santos

(imagem de autor desconhecido, fonte: Net)

segunda-feira, março 16, 2020

Mais uma vez... fiquem em casa

Pela minha janela,
recordo...
outrora uma revolução
feita na rua
de cravo na mão
nenhuma arma nua
acabara a prisão
Na minha janela
hoje...
estou preso,
não pela liberdade
amordaçada
não pela liberdade
conquistada
mas sim por uma maldita doença criada
Difícil tempo este
de ingenuidade...
irresponsabilidade
que a cada dia que passa fortalece a peste
de mentira,
falsidade
de inconsciente atitude agreste
O perigo anda à solta
e obriga à clausura
e não há mais revolta
do que a imbecilidade pura
Somos seres de contacto
de sentimentos
e afectos
e nesta Guerra, neste mau-trato
ficamos bloqueados, obsoletos
Este inimigo invisível
Testa a força da Humanidade
Só juntos será possível
acabar com esta enfermidade
Pela Janela,
vejo uma gaivota em plena liberdade
com o vento livre batendo-lhe na asa
esse vento que, um dia, para nós será realidade
se ficarmos todos, hoje, em casa.

de Filipe Santos