quinta-feira, novembro 17, 2016
Mais uma vez... Feliz sem mim
Ai... como eu tenho inveja da chuva
Dessa chuva que te acaricia a pele
que te toca nos lábios suavemente
que contorna teu corpo
como se fosse um pincel
de um pintor louco, demente
pelo teu amor carente
Inveja dessa chuva fria
dessa que te provoca arrepio
que te faz ansiar pelo calor do dia
ou por um lugar à fogueira vazio
Ai... como eu tenho ciúmes do vento
desse vento que te sussurra ao ouvido
e te faz soltar um lindo sorriso
desse vento que te liberta o cabelo
e te faz voar por um momento
Ciúmes desse vento sem juízo
pela tempestade endurecido
à procura do que em ti há mais belo
pelo teu olhar apaixonado, vencido
Ai... que raiva tenho do luar
desse luar que te ilumina
te deslumbra, te faz delirar
desse mar de estrelas que te fascina
e que durante o teu sono te faz sonhar
Ai... como odeio o sol
esse sol que te conforta
que te alimenta, te aquece
que a tua alma exorta
e que de ti nunca esquece
Sim...
Inveja...
Ciúme...
Raiva...
Ódio...
Da chuva, do luar, do sol e do vento
Porque juntos em algum momento
Fizeram-te feliz, simplesmente assim
Mesmo sem mim...
De Filipe Santos
Mais uma vez... Para ti já sou ninguém
Para ti já sou ninguém
Já não te conquisto
Já não te satisfaço
Já não te faço voar
Já não te faço sonhar
Para ti já fui alguém
Por isso insisto
Por isso não desisto
Por isso persisto
até um dia me cansar
E quando o cansaço me vencer
Quando não houver mais algo a dizer
ficará só a lembrança de um olhar
esse que um dia me apaixonou
esse que um dia me fez lutar
por algo que ainda não terminou
mas que está prestes a terminar
Minha voz não consegue exprimir
a dor que me destroi por dentro
a história... talvez...
mais uma vez...
se repita...
o sonho se torne um tormento
e este silêncio que grita
se faça ouvir num só momento
maldito circulo vicioso que roi
que marca
esburaca
e que quase destroi
muitos dizem que nos faz crescer
amadurecer
aprender
eu digo que tudo se torna frio
escuro,
silencioso,
sombrio
Para ti já sou ninguém
só me resta acordar e lutar
porque e só porque
Para ti...Já fui alguém...
De Filipe Santos
Já não te conquisto
Já não te satisfaço
Já não te faço voar
Já não te faço sonhar
Para ti já fui alguém
Por isso insisto
Por isso não desisto
Por isso persisto
até um dia me cansar
E quando o cansaço me vencer
Quando não houver mais algo a dizer
ficará só a lembrança de um olhar
esse que um dia me apaixonou
esse que um dia me fez lutar
por algo que ainda não terminou
mas que está prestes a terminar
Minha voz não consegue exprimir
a dor que me destroi por dentro
a história... talvez...
mais uma vez...
se repita...
o sonho se torne um tormento
e este silêncio que grita
se faça ouvir num só momento
maldito circulo vicioso que roi
que marca
esburaca
e que quase destroi
muitos dizem que nos faz crescer
amadurecer
aprender
eu digo que tudo se torna frio
escuro,
silencioso,
sombrio
Para ti já sou ninguém
só me resta acordar e lutar
porque e só porque
Para ti...Já fui alguém...
De Filipe Santos
quarta-feira, novembro 16, 2016
Mais uma vez... Mais um Novembro
Mais um Novembro que chega, que atrai
Aquela saudade que aperta e chora
Mais um Novembro triste, que me cai
que persiste e que teima em não ir embora
A primeira vez que te tive no meu colo
que te olhei e nos meus braços te senti
despertei para a vida no teu consolo
e na tua Paz me perdi
nesse dia fui eu que renasci...
34 anos farias tu minha princesa
e não tiveste tempo para viver
num instante partiste e ficou a incerteza.
Esta vida é injusta, um constante perder
Tudo mudou, eu mudei
marcaste minha luta, minha vida
todos os passos que dei
muitos carregados de dúvida
estavas na minha mente,
presente...
eu sei...
Era eu uma criança
quando te vi
e num instante um adulto
quando te perdi
Tão novo e já questionava a vida
e esse Deus que todos dizem bondoso
mas que te levou ainda bebé, sem despedida
deixou-me num estado doloroso
Não se sabe se a tua vida seria perfeita
se seria uma vida feliz
Até poderia ser imperfeita...
até poderia ser infeliz...
Mas seria vida...
Estarias aqui...
Me tornarias novamente uma criança
aquela que se perdeu
que não viveu a verdadeira infância
que perdeu a esperança
e que deixou de Acreditar
As lágrimas que hoje me caiem
de saudade do teu perfeito sorriso
são as mesmas que sobressaem
dos meus olhos ao verem dos meus filhos o riso
Porque eles têm muito de ti...
Mais um Novembro que te perdi
Mais um Novembro que renasci
Mais um novo Amanhã
Sempre teu...
Minha Irmã
De Filipe Santos
Mais uma vez... Larápio
De um larápio eu nasci
mas do larápio nada herdei
aquilo que com ele vivi
foi o dia em que acordei
e que nunca esquecerei
Ladrão, canalha
Pela má vida viciado
No meio da escumalha
Constantemente enclausurado
Um pai ausente,
irresponsável
De amor abstinente
eterno miserável
Pela má vida viciado
No meio da escumalha
Constantemente enclausurado
Um pai ausente,
irresponsável
De amor abstinente
eterno miserável
Diferente de ti eu sou
orgulho-me de ser assim
de larápio nada ter
o que de mim mudou
devo-te a ti... sim
por conseguir vencer
sem ter de recorrer
à dita vida fácil, vadia
vivê-la humildemente,
intensamente,
de alma cheia, nada vazia
orgulho-me de ser assim
de larápio nada ter
o que de mim mudou
devo-te a ti... sim
por conseguir vencer
sem ter de recorrer
à dita vida fácil, vadia
vivê-la humildemente,
intensamente,
de alma cheia, nada vazia
Larápio a ti agradeço
a vida que até aqui vivi
talvez seja algo até controverso
este agradecimento a ti
mas de facto tornaste-me mais forte
A dar valor a todos meus sentimentos
Sem nunca ter perdido o norte
Sem lugar para arrependimentos
Estas palavras prefuram meu coração
Que me deixam desalmado
Por este Larápio acabado
a vida que até aqui vivi
talvez seja algo até controverso
este agradecimento a ti
mas de facto tornaste-me mais forte
A dar valor a todos meus sentimentos
Sem nunca ter perdido o norte
Sem lugar para arrependimentos
Estas palavras prefuram meu coração
Que me deixam desalmado
Por este Larápio acabado
É de dor, mágoa, desilusão
Esta lágrima que sempre me cai
Por este Larápio mal amado
Por este larápio... meu pai
Esta lágrima que sempre me cai
Por este Larápio mal amado
Por este larápio... meu pai
De Filipe Santos
segunda-feira, novembro 07, 2016
Mais uma vez... Teu olhar transparente
Teu olhar transparente
deixa-me assim sem jeito
teu sorriso parece inocente
é imperfeitamente perfeito
Aquela inocência pura
que te faz acreditar
que não existe vida dura
impossível de ultrapassar
é algo que me fascina
que me faz acreditar
que tudo muda, nada é sina
basta somente amar
A eternidade para ti é real
porque o Amor assim o é
nunca existirá um final
somente um reinício em rodapé
Um dia de cada vez
esquecer o Passado
viver o Agora
O Futuro? Quem sabe?... talvez
O tempo para ti é intemporal
em desacordo com a dita eternidade
hesitas na procura de um amor real
porque a dor da perda é maldade
Só quem já sofreu dá o devido valor
a esta vida por vezes injusta, cruel
mas o teu sorriso comprometedor
faz esquecer tudo, é doce, é mel
Teu olhar transparente
é sedutor, penetrante
ninguém fica indiferente
a esse olhar apaixonante
Essa Transparência
Essa Inocência
não se vê... sente-se
Nesse teu olhar
evidentemente...
Transparente.
De Filipe Santos
Mais uma vez... Ao ingrato
A coragem para enfrentar os meus medos
surgiu no vazio da minha solidão
na mais profunda escuridão
do silêncio dos meus segredos
da revolta pela ingratidão
desses falsos "humildes" amigalhaços
que me abraçaram de traição
e me cortaram em mil pedaços
sem um minímo de compaixão
Pedaços que demoraram a juntar
para voltar a Renascer
do fundo do poço em que me abandonaram
e que da dor nunca me farão esquecer
Ingratos... que de mim só desejaram receber
e não me deram a mão quando me estava a perder
que se riam dos meus insucessos, das minhas inglórias
da minha dor, da minha mágoa, da minha perda
Ingratos invejosos das minhas pequenas vitórias
esses que fizeram da minha vida uma merda...
Sim tu!...
"Humilde" ingrato
que te sentes incomodado
ao leres este teu verdadeiro retrato
que "cresceste" pisando quem te deu a mão
que cospes no prato de sopa que te dão
que te esqueceste de onde vieste
que se julga acima da Razão
de ambição doentia
tipo Peste,
negra,
sombria...
A ti... "humilde" ingrato
agradeço-te hoje a minha frieza
a pouca vontade de sorrir
de nunca ter a certeza
que ingrato irá surgir
Dar sem esperar receber
e agradecer...
não está ao alcance de um qualquer
É isto que nos separa
e marca a diferença
neste Mundo onde nada pára
existe aquela crença
que tudo aquilo que dás
um dia receberás...
e isso desejo a ti... sem hipocrisia
a ti... sim a ti
"humilde" ingrato
que chegue finalmente esse dia
o dia em que serás humildemente grato
de Filipe Santos
surgiu no vazio da minha solidão
na mais profunda escuridão
do silêncio dos meus segredos
da revolta pela ingratidão
desses falsos "humildes" amigalhaços
que me abraçaram de traição
e me cortaram em mil pedaços
sem um minímo de compaixão
Pedaços que demoraram a juntar
para voltar a Renascer
do fundo do poço em que me abandonaram
e que da dor nunca me farão esquecer
Ingratos... que de mim só desejaram receber
e não me deram a mão quando me estava a perder
que se riam dos meus insucessos, das minhas inglórias
da minha dor, da minha mágoa, da minha perda
Ingratos invejosos das minhas pequenas vitórias
esses que fizeram da minha vida uma merda...
Sim tu!...
"Humilde" ingrato
que te sentes incomodado
ao leres este teu verdadeiro retrato
que "cresceste" pisando quem te deu a mão
que cospes no prato de sopa que te dão
que te esqueceste de onde vieste
que se julga acima da Razão
de ambição doentia
tipo Peste,
negra,
sombria...
A ti... "humilde" ingrato
agradeço-te hoje a minha frieza
a pouca vontade de sorrir
de nunca ter a certeza
que ingrato irá surgir
Dar sem esperar receber
e agradecer...
não está ao alcance de um qualquer
É isto que nos separa
e marca a diferença
neste Mundo onde nada pára
existe aquela crença
que tudo aquilo que dás
um dia receberás...
e isso desejo a ti... sem hipocrisia
a ti... sim a ti
"humilde" ingrato
que chegue finalmente esse dia
o dia em que serás humildemente grato
de Filipe Santos
Mais uma vez... este nosso Fado
Este nosso Fado
que vive dentro de todos nós
é Fado que rasga, grita, se liberta
pela nossa voz
Canção que chora
desalmadamente
que nos toca a alma
que arrepia
inconscientemente
mas que nos acalma
Este nosso Fado
é revolta
de ideais, convicções
é Primavera
mensagem de Esperança
Amanhecer de emoções
é Fado sentido
por vezes desnorteado
é Fado vivido
por quem é amado
por quem é odiado...
Acordar com quem se ama
é Fado desejado
Mas deitar sozinho na cama
é Fado triste, amargurado
Canta-se o Fado
como um grito de Liberdade
angustiado
por tanta falsidade
desesperado
em busca da Verdade
Fado é história de vidas
de momentos memoráveis
de regressos e despedidas
de sentimentos improváveis
O Fado é Destino
identidade de um povo imortal
O Fado, verdadeiro hino
deste nosso Portugal
Este nosso Fado
que nos acompanha mundo fora
que traz, mata e canta a Saudade
é cicatriz que permanece quando
se vai embora
é lágrima de orgulho e vaidade
Tudo isto é Fado
falado ou cantado
Tudo isto existe
"nem" tudo é triste
neste nosso Fado...
de Filipe Santos
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