De um larápio eu nasci
mas do larápio nada herdei
aquilo que com ele vivi
foi o dia em que acordei
e que nunca esquecerei
Ladrão, canalha
Pela má vida viciado
No meio da escumalha
Constantemente enclausurado
Um pai ausente,
irresponsável
De amor abstinente
eterno miserável
Pela má vida viciado
No meio da escumalha
Constantemente enclausurado
Um pai ausente,
irresponsável
De amor abstinente
eterno miserável
Diferente de ti eu sou
orgulho-me de ser assim
de larápio nada ter
o que de mim mudou
devo-te a ti... sim
por conseguir vencer
sem ter de recorrer
à dita vida fácil, vadia
vivê-la humildemente,
intensamente,
de alma cheia, nada vazia
orgulho-me de ser assim
de larápio nada ter
o que de mim mudou
devo-te a ti... sim
por conseguir vencer
sem ter de recorrer
à dita vida fácil, vadia
vivê-la humildemente,
intensamente,
de alma cheia, nada vazia
Larápio a ti agradeço
a vida que até aqui vivi
talvez seja algo até controverso
este agradecimento a ti
mas de facto tornaste-me mais forte
A dar valor a todos meus sentimentos
Sem nunca ter perdido o norte
Sem lugar para arrependimentos
Estas palavras prefuram meu coração
Que me deixam desalmado
Por este Larápio acabado
a vida que até aqui vivi
talvez seja algo até controverso
este agradecimento a ti
mas de facto tornaste-me mais forte
A dar valor a todos meus sentimentos
Sem nunca ter perdido o norte
Sem lugar para arrependimentos
Estas palavras prefuram meu coração
Que me deixam desalmado
Por este Larápio acabado
É de dor, mágoa, desilusão
Esta lágrima que sempre me cai
Por este Larápio mal amado
Por este larápio... meu pai
Esta lágrima que sempre me cai
Por este Larápio mal amado
Por este larápio... meu pai
De Filipe Santos

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