A coragem para enfrentar os meus medos
surgiu no vazio da minha solidão
na mais profunda escuridão
do silêncio dos meus segredos
da revolta pela ingratidão
desses falsos "humildes" amigalhaços
que me abraçaram de traição
e me cortaram em mil pedaços
sem um minímo de compaixão
Pedaços que demoraram a juntar
para voltar a Renascer
do fundo do poço em que me abandonaram
e que da dor nunca me farão esquecer
Ingratos... que de mim só desejaram receber
e não me deram a mão quando me estava a perder
que se riam dos meus insucessos, das minhas inglórias
da minha dor, da minha mágoa, da minha perda
Ingratos invejosos das minhas pequenas vitórias
esses que fizeram da minha vida uma merda...
Sim tu!...
"Humilde" ingrato
que te sentes incomodado
ao leres este teu verdadeiro retrato
que "cresceste" pisando quem te deu a mão
que cospes no prato de sopa que te dão
que te esqueceste de onde vieste
que se julga acima da Razão
de ambição doentia
tipo Peste,
negra,
sombria...
A ti... "humilde" ingrato
agradeço-te hoje a minha frieza
a pouca vontade de sorrir
de nunca ter a certeza
que ingrato irá surgir
Dar sem esperar receber
e agradecer...
não está ao alcance de um qualquer
É isto que nos separa
e marca a diferença
neste Mundo onde nada pára
existe aquela crença
que tudo aquilo que dás
um dia receberás...
e isso desejo a ti... sem hipocrisia
a ti... sim a ti
"humilde" ingrato
que chegue finalmente esse dia
o dia em que serás humildemente grato
de Filipe Santos
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